Entre os detidos por sonegação e corrupção na venda de álcool estão dois fiscais A polícia encaminhou ontem os acusados ao Centro de Observação e Triagem
PAULA LOURENÇO
Cinco pessoas foram presas, ontem, acusadas de crimes de sonegação fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro no setor de álcool combustível, praticados no Recife e no Interior de Pernambuco. Um dos detidos encaminhados ao Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, foi o empresário Leonardo Miranda de Melo, proprietário da rede de quatro postos Siga (no Recife, em Jaboatão dos Guararapes e em Vitória de Santo Antão). Em janeiro de 2005, ele denunciou a existência de cartel dos postos revendedores combustíveis no Estado.
Além de Miranda, a Polícia Militar levou, até o local, o irmão dele, o auditor da Secretaria da Fazenda (Sefaz) Laerte Pedrosa de Melo Júnior; o também auditor fiscal Hélio Roberto Souto Moreira; Davisson Mendes de Almeida, gerente do Posto Império Retiro, de bandeira Shell, localizado na Avenida Agamenon Magalhães, no Recife, de propriedade de Melo Júnior; e Cícero Amaro Loila, funcionário da Destilaria Cachoeira (antiga Usina Nossa Senhora do Carmo), situada em Pombos, no Agreste do Estado, e de propriedade do empresário Laerte Pedrosa de Melo, pai de Leonardo e Laerte Júnior.
A "Operação Guará", que resultou na prisão do grupo, foi deflagrada ontem pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), pela Sefaz e pela Polícia Civil. A promotoria ofereceu, na última segunda-feira, as denúncias de sonegação de impostos, tentativa de domínio de mercado, concorrência desleal de mercado, corrupção ativa, formação de quadrilha, prevaricação, lavagem de dinheiro e adulteração de combustível contra 14 pessoas. A juíza da Comarca de Pombos, Marylúzia Pereira Feitosa, decretou a prisão preventiva de nove delas. Agora, a Polícia Militar deve prender outros quatro acusados, o empresário Laerte Pedrosa de Melo, Homero Augusto da Silva Maia, Albino Maia e Jorge Luiz Ferreira, que estão foragidos.
De acordo com o MPPE, a família Melo é quem lidera o esquema de sonegação. No entanto, o Ministério Público ainda não fez os cálculos de quanto foi sonegado e também não soube precisar há quanto tempo o grupo atuava de forma ilícita. Ainda conforme o MPPE, "era muito fácil se utilizar de concorrência desleal e vender, costumeiramente, combustível mais barato em postos do estado de Pernambuco", porque "o esquema criminoso contava com a participação de agentes do Estado, como auditores e policiais".
A Sefaz preferiu não se pronunciar sobre o fato de dois fazendários estarem presos sob a acusação de envolvimento com o esquema. O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Jorge Luiz Amaral, disse que não sabia oficialmente das prisões, mas, "?assim que tivesse a informação, tomaria uma posição sobre o assunto". O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE) foi procurado, mas não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição. A reportagem da Folha de Pernambuco esteve no Cotel, aguardando a presença de advogados dos acusados, mas eles não apareceram no local.
Fonte: Folha de Pernambuco
Interpol elogia o trabalho brasileiro no combate à pirataria
22/04/2009
Arrecação de impostos em SP tem incremento de R$ 600 milhões em 2006
15/01/2007
Contrabando: Receita apreende R$ 900 mil em mercadorias e veículos na região de Cascavel
01/12/2006
Primeira nota eletrônica com validade jurídica éemitida
19/09/2006
Fazenda lacra postos por adulterar combustível
31/08/2006