O cerco à pirataria no Distrito Federal pode ser traduzido em números. De janeiro de 2007 a dezembro de 2009 foram apreendidos mais de 1,2 milhão de itens – na maioria CDs e DVDs – adulterados ou falsificados. A prática do crime passou a ser cada dia mais comum, e embora a fiscalização sustente que as operações são realizadas frequentemente, os números só aumentam. Há quatro anos, por exemplo, as deflagrações para combater a pirataria não ultrapassava a casa dos mil. Hoje, alcançou a casa dos milhões. No entanto, dados estatísticos comprovam que não é apenas o mercado da mídia que vem sendo pirateado. Atualmente, roupas, óculos, bolsas, tênis e até remédios são alvos da falsificação. Uma análise criminal mostrou que em diversos pontos do DF existem locais de produção, distribuição e revenda de produtos piratas. Atualmente, é fácil encontrar uma calça jeans da grife Calvin Klein, que na loja custa em média R$ 300, por R$ 70 no mercado pirata. Segundo a delegada-chefe da Delegacia de Falsificação e Defraudação, Ivone Rossetto, geralmente os vendedores procuram áreas com grande movimentação de pessoas para escoar as mercadorias o mais rápido possível – evitando a chegada da fiscalização. Eles se infiltram em locais que vendem produtos legais e acabam ganhando espaço. Em Basília, as mídias ainda são os itens mais pirateados devido a facilidade de produção. O restante das imitações chegam de fora, explicou. De acordo com a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), os lugares campeões desse comércio criminoso são: a Rodoviária do Plano Piloto, o Setor Comercial Sul, o centro de Taguatinga e a Feira dos Importados. Para tentar combater a comercialização, agentes responsáveis pela fiscalização passam por esses locais diariamente, e em caso de apreensões, as mercadorias são encaminhadas para o depósito da agência. Os CDs e DVDs são destruídos, e o restante dos produtos só podem ser resgatados mediante a apresentação da nota fiscal. Alerta - Ao comprar produtos piratas, o consumidor movimenta um comércio totalmente clandestino, em detrimento de atividades legalizadas. Entre os males da pirataria estão o desemprego, a sonegação de impostos, a prática de concorrência desleal e o incentivo ao crime organizado. Também existe o risco de produtos piratas danificarem aparelhos de DVD, computadores e outros equipamentos eletrônicos.
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